Como o cenário atual está mudando o perfil do comprador de imóveis.
Voltar para o blog

Como o cenário atual está mudando o perfil do comprador de imóveis.

Um dos aspectos mais importantes para o sucesso no mercado imobiliário é reconhecer o comportamento do consumidor.

 

O objetivo é destacar os pontos dessa transição, estimulando o seu foco sobre esses detalhes que podem ser determinantes à sua estratégia de vendas. Assim, você melhora a sua percepção do consumidor, oferecendo soluções mais compatíveis às expectativas dos seus clientes. Agora, não perca tempo e acompanhe!

 

A transformação do consumidor antes e durante a pandemia.

 

Como todos sabemos, a pandemia está transformando a sociedade de maneira drástica e rápida. As rotinas de trabalho não são mais as mesmas, a interação social foi diminuída e novas prioridades foram colocadas em jogo. No entanto, é importante notar que a transformação do consumidor é anterior à própria pandemia.

 

Afinal de contas, são várias as tendências imobiliárias que indicam para um fenômeno de conscientização — econômica, ambiental e social. Isso significa que, mais do que nunca, os compradores de imóveis apresentam uma postura mais sustentável e financeiramente controlada.

Combinadas, essas características apontam algumas mudanças que vêm impactando o mercado de infraestrutura. No entanto, a pandemia também adicionou seu próprio tempero nessa mudança do consumidor. O melhor exemplo disso é na relação das pessoas com suas casas.

 

Para lidar com o distanciamento social, muitas empresas aderiram às soluções de trabalho remoto. “Imobiliariamente”, isso significa uma tendência cada vez maior de pessoas enxergarem suas casas como ambientes de trabalho, priorizando unidades que ofereçam espaço e privacidade para a realização dessas jornadas.

 

As principais mudanças no perfil do comprador de imóvel.

 

Além de mudar a relação com a própria casa, que deixa de ser apenas um lar, passando a ser um escritório fundamental à profissão, o consumidor está mais exigente do que nunca. A conscientização sustentável e a responsabilidade financeira exigem uma aquisição bem planejada, capaz de satisfazer as expectativas desse cliente. Agora, entenda o que mudou!

 

Localização

 

A localização sempre foi um fator chave para a realização de muitas vendas. No entanto, a pandemia realça essa prioridade, justamente por estimular as pessoas a buscarem rotinas menos dependentes dos sistemas de transporte público.

 

Mais do que nunca, morar em um imóvel bem localizado estará diretamente relacionado à qualidade de vida, bastando uma rápida caminhada para chegar e voltar dos pontos de trabalho, estudo ou lazer. Naturalmente, isso vem com um preço, mas é algo que esse consumidor está disposto a pagar.

 

Tamanho

 

Nos últimos anos, observamos uma tendência clara na diminuição dos imóveis no mercado. Em grande parte, isso se deve pelas características do público-alvo metropolitano, que é cada vez mais focado em sua carreira acadêmica e profissional, com um perfil majoritariamente solteiro.

 

Essa predileção se mantém para os próximos anos. No entanto, o home office insere uma nova exigência nessa equação, demandando espaço suficiente para a realização da jornada de trabalho, em um ambiente confortável, silencioso e que estimule a produtividade.

 

Arquitetura

 

Para grande parte do público consumidor moderno, a arquitetura deve se inspirar na funcionalidade. Afinal de contas, essa é a perspectiva dos apartamentos inteligentes, planejados milimetricamente para otimizar cada m² de área privativa.

 

Também nessa onda, os consumidores são simpáticos às soluções de automação residencial, que estão se tornando cada vez mais populares no Brasil, surfando na tendência global das Smart Homes, um conceito que oferece inteligência ao lar, tornando a experiência mais prática, divertida e confortável.

 

Ambientes

 

Além de atender às preferências estéticas dos compradores, agora os imóveis de destaque são aqueles que oferecem praticidade na sua experiência de uso. Por isso, esse é um critério que complementa os anteriores, Tamanho e Arquitetura.

 

A tendência é que os novos empreendimentos ofereçam um destaque cada vez maior para essa ideia híbrida do que é um imóvel. Em 2020, essa relação foi transformada por conta do home office. Além disso, o empresariado, tanto nacional como internacional, vem sinalizando algumas intenções de manter esse modelo mesmo após a pandemia.

 

Naturalmente, isso representará uma possível queda nas locações/aquisições de salas comerciais e até mesmo nos ambientes compartilhados. Mas para o mercado residencial, essa é uma oportunidade de ouro para criar imóveis ainda mais funcionais, com espaços que reflitam a necessidade cotidiana dos seus clientes.

 

Propriedade

 

Com um consumidor cada vez mais desapegado, o mercado sempre olhou com certo receio para esse desprendimento material da nova geração. Até porque as soluções de economia compartilhada estão mais fortes do nunca, seja em mobilidade urbana, shared workplace, shared living e daí adiante.

 

No entanto, a pandemia parece ter realinhado as expectativas de volta ao senso comum, colocando a segurança material como um valor inalienável para o cliente. Para a nova geração, a casa própria, que nunca foi necessariamente um sonho, passou a ser um objetivo fundamental para a sua segurança e estabilidade financeira.

 

A principal mudança no formato de compra

 

Por último, mas também importante, as transformações no processo de compra. Esse é um detalhe curioso, pois demonstra a potencial de adaptação do mercado, que foi capaz de inovar diante dos impactos e prejuízos da pandemia. Agora, conheça essa transformação!

 

Digitalização

 

Como você sabe, o distanciamento social criou impedimentos físicos para a realização de negócios. Por isso, imobiliárias, corretores e plataformas de anúncio como a OLX, ZAP, Viva Real entre outros, revolucionaram seu jogo.

 

Em função da pandemia, hoje já é plenamente possível comprar um imóvel à distância. Os portais oferecem tours guiados pelas unidades, além de um amplo número de fotos, vídeos e detalhes para saciar a curiosidade do consumidor e estimular a venda.

 

Documentalmente, a burocracia também foi resolvida. Com soluções cartorárias e autenticadoras online, todo o contrato pode ser feito digitalmente. O mesmo vale para as transferências, pagamentos e simulações financeiras, sejam de financiamento ou consócio.

 

Da forma como percebemos, a pandemia acelerou uma transformação que já estava a caminho. A digitalização da sociedade oferece a eficiência que todos buscávamos. Ainda assim, esse modelo consegue se integrar com as práticas tradicionais, como a visita aos imóveis.

 

Gostou dessa matéria? Compartilhe a vontade!

 

Rafael Martins é corretor de imóveis desde 2013, sócio da Métro Imobiliária e criador de conteúdos para o mercado imobiliário.

 

 

Outros posts

  1. Quais são as principais tendências na busca por imóveis residenciais?

    Quais são as principais tendências na busca por imóveis residenciais?

    Além desse aumento no número de transações após os primeiros meses de pandemia,  a procura do comprador de imóveis se modificou no período. A busca por valores mais baixos e imóveis com mais...

  2. Como saber se a construtora é confiável?

    Como saber se a construtora é confiável?

    Como saber se uma construtora é confiável? Na hora de comprar um imóvel na planta pode pintar aquele ponto de interrogação gigante sobre a credibilidade da construtora. E agora, você deve ou...

  3. Casa ou Apartamento? Vantagens e desvantagens

    Casa ou Apartamento? Vantagens e desvantagens

    E agora, casa ou apartamento?Se existisse uma disputa clássica dos imóveis com certeza seria essa. Muitas vezes a escolha é feita com base na experiência de outros e não levamos em conta o que é mais...

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência. Ao prosseguir você concorda com nossos Termos de Uso